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MENSAGEM DO DIA

04/12/2009 - Sincronicidade

(Alexandre Pelegi)

O psiquiatra e analista suíço Carl Gustav Jung formulou a teoria da Sincronicidade. De forma simplista seria como acreditar que tudo está ligado, ou, pra quem gosta de chavão, afirmar que o universo conspira em nosso favor.



Ao invés de controlar o acaso, a sacada da Sincronicidade está em nos ajudar a interpretar as coincidências significativas que nos surpreendem diariamente na vida. Eu prefiro acreditar que a vida nos envia sempre a experiência certa na hora oportuna...




Difícil? Claro que sim, mas revelador.



Parece não haver nenhuma conexão entre eventos que acontecem ao mesmo tempo e produzem um resultado inesperado. A isso damos o nome de “sorte” ou até mesmo “mera coincidência”. Em alguns casos é só isso mesmo, mas em outros, quando a coincidência é significativa ou profunda, um simples evento de sincronicidade é capaz de mudar nossa vida.



Jung tinha certeza de que a afetividade garante as condições psíquicas necessárias para que possam ocorrer tais coincidências significativas. Elas acontecerão? Nem sempre. Se você não quiser, ou não prestar atenção, elas não acontecerão quase nunca.



Pensar que algo de bom vai nos acontecer é garantia para que isso ocorra? Não, não sou louco a ponto de sugerir isso. O que desejamos, infelizmente, não se concretiza por força somente do nosso pensamento. Não, pelo menos, na medida em que gostaríamos.



Se os humanos não têm o controle de tudo, a boa notícia é de que não precisamos ter. Esta talvez seja uma das lições fundamentais da sincronicidade. Viver é aceitar a existência do inesperado e do apavorante, e ter sentimentos controversos e desafiadores como a surpresa e o risco. Estar atento ao acaso, e perceber que tudo serve a uma causa, é o grande desafio humano.



A sincronicidade está na base de todos os oráculos. Pode perguntar a qualquer astrólogo, tarólogo, ou alguém que domina a arte do Ifá (o jogo de búzios)... O próprio Jung citava o I-Ching, o Livro das Mutações.



Você deve estar se perguntando: e eu com isso? Pois é, você, eu não sei, mas alguém seguramente deve estar achando uma enorme coincidência eu falar disso justamente hoje e a essa hora. Mera coincidência? Talvez. Mas o rádio também exerce sua magia...